Reporteros sin fronteras

Os meios de comunicação de massa públicos na linha de mira das autoridades (versão portuguesa)

Os meios de comunicação de massa públicos na linha de mira das autoridades (versão portuguesa)

Publicado el Miércoles 12 de marzo de 2003.
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Repórteres sem Fronteiras inquieta-se com a grave deterioração da situação da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau, após a expulsão de um jornalista da Rádio Nacional pelo Secretário de Estado da Informação, João Manuel Gomes.

Repórteres sem Fronteiras inquieta-se com a grave deterioração da situação da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau, após a expulsão de um jornalista da Rádio Nacional pelo Secretário de Estado da Informação, João Manuel Gomes.

"Após terem atacado os meios de comunicação de massa privados e fechado a principal rádio da oposição, as autoridades têm agora por alvo os meios de comunicação de massa públicos. A algumas semanas das eleições legislativas, esse facto põe gravemente em causa o pluralismo da informação na Guiné-Bissau", afirmou Robert Ménard, secretário Geral de Repórteres sem Fronteiras. "O governo está a assumir o controlo de todos os sectores da informação e, actualmente, a oposição não tem quase nenhuma possibilidade de expressar-se", acrescentou.

A Organização pede ao governo guineense que deixe os jornalistas dos meios de comunicação públicos e privados trabalharem com toda a liberdade e segurança.

No dia 8 de Março de 2003, Ensa Seidi, chefe de redacção da Rádio Nacional, foi molestado e expulso das instalações da estação por ordem do Secretário de Estado da Informação, João Manuel Gomes. Censura-se ao jornalista o facto de ter realizado e divulgado uma reportagem sobre a volta ao país de Francisco Fadul, antigo Primeiro Ministro e, hoje, líder de um partido da oposição. Francisco Fadul anunciou a sua intenção de candidatar-se às eleições presidenciais que se deverão realizar após o escrutínio legislativo do próximo dia 20 de Abril.

Repórteres sem Fronteiras lembra que, no dia 27 de Fevereiro de 2003, o governo anunciou o cancelamento definitivo da autorização para emitir antes concedida à Bombolom FM. A Rádio é acusada de falta de "profissionalismo", "pluralismo" e "objectividade" na sua cobertura da actualidade. A estação fora fechada até segunda ordem no dia 13 de Fevereiro, depois de ter dado a palavra a um deputado da oposição que, na ocasião, fez severas críticas ao Presidente da República.

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