Reporteros sin fronteras

Vários meios de comunicação reduzidos ao silêncio pelo exército na noite do assassínio do chefe de Estado

Publicado el Lunes 2 de marzo de 2009. Actualizado el Martes 3 de marzo de 2009.
Versión para imprimir de este documento ImprimirEnviar la referencia de este documento por email enviar françaisEnglish

Comunicado em português

Repórteres sem Fronteiras expressa o seu alívio ao tomar conhecimento do regresso à normalidade do funcionamento dos órgãos de comunicação guineenses, cujas emissões haviam sido brevemente interrompidas entre a noite do dia 1 de Março de 2009 e a manhã do dia 2, período em que foram assassinados sucessivamente o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas e o Presidente João Bernardo Vieira.

“No actual contexto de instabilidade, apelamos a todos os intervenientes da vida política guineense, e em especial às forças armadas do país, que respeitem a liberdade de imprensa. Mais do que nunca, as circunstâncias exigem que os jornalistas sejam protegidos e que lhes seja garantida a possibilidade de exercer a sua profissão sem impedimentos”, declarou a organização.

No dia 1 de Março, pelas 21 horas, pouco depois do ataque que vitimou o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, o general Tagmé Na Waié, o exército ordenou aos jornalistas de várias estações de rádio privadas da capital e da televisão nacional que interrompessem as suas emissões, invocando “motivos de segurança”. Durante a manhã de dia 2, só os meios de comunicação internacionais continuavam a transmitir normalmente, enquanto que as rádios e as televisões locais se limitavam a passar música. As programações habituais foram retomadas por volta das 13 horas.

Pelas 20 horas do dia 1 de Março, o general Tagmé Na Waié resultara mortalmente ferido na sequência de um atentado à bomba contra o Estado-maior do Exército. Em retaliação, um grupo de militares próximos do Chefe do Estado-maior dirigira-se então, durante a noite, à residência privada do Presidente João Bernardo “Nino” Vieira, que foi morto no momento em que tentava fugir de sua casa.

Em Novembro de 2007, num relatório intitulado “Cocaína e golpe de Estado, fantasmas de uma nação amordaçada” em que se abordava a situação precária dos jornalistas da Guiné-Bissau, Repórteres sem Fronteiras solicitara às forças armadas guineenses que se limitassem aos procedimentos legais em caso de conflito com a imprensa e que reconhecessem publicamente a importância primordial de uma imprensa activa, livre e bem informada para o sucesso da reconstrução do país. As autoridades militares não deram resposta a este pedido.

Boletín de noticias

CLASIFICACIÓN MUNDIAL

ENEMIGOS DE INTERNET

FICHA DE PAÍS

En el mes de septiembre de 2001, el gobierno ordenó la suspensión de todas las publicaciones de la prensa privada, en su país. En los días siguientes, las fuerzas del orden detuvieron a una quincena de periodistas, que fueron conducidos al puesto de policía nº 1 de Asmara.

Publications

close

boletín de noticias

close
Presentación | Contáctenos | CGU